21.5.08

ARTE CULINÁRIA NA VIDA FAMILIAR

Por Paulo Cesar Gonçalves Araújo

Não costumamos incluir a arte culinária entre as artes clássicas, nem damos a ela uma posição de dignidade entre as atividades humanas. No entanto, alimentar-se é a mais vital e antiga das atividades dos animais e dos homens, a culinária a mais essencial e antiga de todas as artes. Através dela os homens, em todas as culturas e em todos os tempos, prepararam os elementos naturais para serem consumidos com prazer e em grupo. Assim o mundo se faz homem e o homem, humanidade. A arte culinária encerra segredos e muitas curiosidades. Ela é generosa e deseja ser destruída pois é na sua destruição que ganha sentido. Os objetos desta arte não são feitos para perdurar, para serem guardados ou exibidos nas paredes. Eles devem ser consumidos imediatamente e seu destino é se transformar no corpo do outro e desaparecer. Seu único museu é a nossa memória. Seu espaço principal é a família. Lar vem do latim lare que é o lugar onde se acende o fogo, a lareira, como sugerindo que a cozinha e a família tiveram a mesma origem. O fogão é o fogo que vem de focus , o foco central. Ceia vem de coena, a cena principal. Comer é sempre coletivo pois vem de cum edere , alimentar-se com alguém. Sabor tem origem semelhante à de saber, e sábio (sapidus) é aquele que tem sabor, oposto a insípidus. A Arte Culinária está presente no dia a dia mais comum de todas as famílias, motivo de orgulho dos pais e regozijo dos filhos. As refeições, servidas com arte e comidas com prazer, alimentam a alma da família. Está presente nos dias especiais, nos aniversários e casamentos, nos rituais religiosos de todos os tipos. Comemos e bebemos para comemorar, para partilhar a colheita e a fé, para festejar a vida. Diferente de outras artes, ela convoca simultaneamente a visão, o olfato, o paladar e o tato.

tbculinaria    12:13 — Arquivado em: Reportagens


18.4.08

O que é Radicchio

O Radicchio (Cichorium intybus) é de origem italiana (de Treviso) e pertence à família das chicórias. Tem folhas vermelhas com nervuras brancas. As folhas formam, em temperaturas frescas, uma bola bem densa. Seu sabor é levemente amargo. Este sabor amargo pode ser diminuído se lavado em água morna. Para comercialização, são utilizadas somente as bolas . As folhas soltas em volta da cabeça são muito amargas.

História

Uma forma primitiva do radicchio já era utilizada na antiga Roma. Durante a idade média, foi levado par outros países da Europa e, no século XIX difundiu-se para o restante do mundo.

Uso culinário

As folhas do radicchio são adicionadas em saladas frias. Também pode ser usado em risotos e outros pratos quentes.

Uso terapêutico

Contém vitaminas A e C, cálcio e sódio.

tbculinaria    21:07 — Arquivado em: Reportagens


O que é Tamarillo

O Tamarillo ou tomate de árvore pertence à família Solanaceae, tem propriedades nutricionais peculiares, destacando-se a quantidade de Vitamina A de 1000 UI por 100gs de fruto. É uma planta arbustiva com variedades que apresentam diferenças no paladar e na coloração. Originária dos Andes Colombianos, Equador e Peru. São duas as principais variedades e o sabor da fruta difere com mescla de sabor doce e ácido segundo sua variedade:

Tamarilo amarelo, formas alongadas e arredondadas
Tamarilo vermelho, forma arredondada

Como Fruta “In natura”
Pode ser ingerido sem nenhum preparo, cortando-se ao meio no sentido longitudinal, com colher retirar a polpa e as sementes que são comestíveis. Pode ser adicionado açúcar ou sal e qualquer tempero.
A casca é amarga, portanto deve ser evitada.

Suco e outras bebidas
Para o suco recomenda-se o preparo sem a casca. Pode ser batido no liquidificador e peneirado para remoção das sementes.

Caipirinhas e similares
Preparo: amassar o tomate sem casca em um pilão, passar esse conteúdo para uma coqueteleira e adicionar gelo, adoçante ou açúcar e a bebida de sua preferência saquê, vodka ou pinga. Chacoalhar e está pronto.

A remoção das cascas pode ser feita à quente, colocando-se as frutas em água fervendo por 2 minutos para que a pele se solte, ou a frio, simplesmente descascando as frutas.
A polpa está pronta para ser amassada ou batida no liquidificador.

COMPLEMENTO PARA MOLHO DE SALADA SALGADO E DE FRUTAS
As sementes e a polpa aderida a elas são interessantes como complementos nas saladas de frutas e de verduras e/ou legumes.

Pode ser usado também para:

Chutney
Utilize esta polpa para fazer o chutney de sua preferência

Compotas
Para complementar pratos de carnes vermelhas, aves ou peixes.
A polpa do tamarilo pode ser misturada com caldo de legumes, peixes, carneiro, carne ou aves para preparo de caldos.

Molho para peixe ou macarrão
Numa frigideira a parte coloque o azeite, cebola e alho poró, refogue e adicione bastante salsinha, cebolinha e manjericão frescos, adicione a polpa de tomate com a semente previamente amassados com garfo, aqueça sem deixar ferver e está pronto, distribua no prato.

tbculinaria    21:02 — Arquivado em: Reportagens


2.10.07

Um Punhado de Intuição e uma Pitada de Coragem

Por Ilana

Descubra as delícias inesperadas de dispensar o livro de receitas e moldar suas próprias obras na cozinha.
por Mariana Sgarioni, Revista Vida Simples

Polvilhe com açúcar. Farinha até bastar. Mexa até dar o ponto.

Conversa de cozinheira das boas, daquelas de mão cheia mesmo, costuma dar água na boca ­ e também um certo friozinho na espinha. "Mas quanto seria exatamente um punhado de açúcar?", pensa alguém pouco adestrado nas artes culinárias. "Uma xícara? Uma colher?". Também é clássica a pergunta, feita sempre num misto de desconfiança e perplexidade: "Como posso saber que a massa está no ponto?". Aposto que você já deve ter feito essas e outras perguntas para sua mãe ou sua avó. E uma delas, com aquele charme desconcertante de quem domina as caçarolas como uma exímia malabarista e costuma ter o sangue frio de um cirurgião que realiza transplantes cardíacos, deve ter respondido algo como: "Não tem medida. Sinta, experimente, observe. Só assim saberá quando está bom". Medo.

Para seres não iniciados nas artes dos quitutes, essas palavras podem soar tão carregadas de incerteza quanto trocar a marcha de um foguete em movimento rumo a Plutão. Em nosso mundo recheado de receitas, medidas, padrões, convenções e manuais de funcionamento para absolutamente tudo, é natural que uma resposta dessas dê nó na cabeça. Afinal, o que ela nos pede é algo que vai além das fórmulas prontas: requer absoluta coragem da experimentação e sentidos abertos para novas impressões. E isso é difícil mesmo colocar dentro de xícaras, copos ou colheres-medida.

Quem não arrisca…
É lógico que até mesmo a Tia Anastácia, lendária personagem do escritor Monteiro Lobato e que encarna o protótipo da cozinheira mais fofa do mundo, tinha lá seu caderno de receitas ­ apesar de ser a autora de uns famosos bolinhos cujo modo de preparo fazia questão de guardar a sete chaves.

Os cadernos de receitas existem desde que alguém, muito tempo atrás, resolveu que era preciso registrar a "fórmula" para obter determinado resultado na cozinha. E ninguém aqui está sugerindo que os cadernos e os livros de receitas sejam torrados no forno. "A diferença é que, antigamente, nós usávamos as receitas apenas como apoio ou como tradição de família mesmo, uma vez que os cadernos passavam de mãe para filha. Mas cada uma que pegava uma iguaria para fazer colocava seu toque. Então, o simples ‘Bolo de Fubá’, virava ‘Bolo de Fubá da Ditinha’. E assim por diante", lembra Benedita Silveira, 75, a Ditinha, que batiza o bolo dos deuses em questão. Ao que ela chama a atenção é que, com a profusão de livros e programas de televisão sobre culinária, a maioria das pessoas está perdendo a deliciosa oportunidade de ir voluntariamente para o fogão e elaborar suas próprias invencionices. "Isso faz bem para o paladar e para a alma. É uma forma de entrega, de brincadeira. Eu diria que é a mais pura expressão da arte", completa. "Fazer doce de fruta, por exemplo, é como brincar de mágico. Com os mesmos dois ingredientes, fruta e açúcar, podemos produzir os mais variados gostos e texturas. Se colocarmos outros ingredientes, como cravo, canela ou gengibre, as variações se tornam infinitas!"

Risco e petisco
Mas como dar o primeiro passo em direção a esse jogo de sabores? Primeiro, é bom lembrar que alguém teve a idéia ­ e a desmesurada coragem ­ de arregaçar as mangas e fazer um primeiro bolo de fubá, certo? Este é o ponto: arriscar. Nem que seja para dar um pitaco na receita pronta de alguém. O chef e escritor americano James Beard (1903-1985) disse certa vez: "A única coisa que faz um suflê cair é ele saber que você tem medo dele". Pois a delicadíssima, inefável iguaria nasceu quase que por acidente, veja só. O lendário chef Antonin Carême, no auge da Revolução Francesa, cansado de falhar ao tentar assar suas claras batidas recobertas por uma massa crocante, resolveu fazer um derradeiro teste: tirou a massa e colocou as claras diretamente no forno, que incharam e tornaram-se um dos maiores clássicos da cozinha francesa. Ou seja: arriscar pode dar muito certo. E pode ter certeza de que a maioria dos quitutes que mais adoramos hoje em dia saiu de experimentações como essa ou até mesmo de improvisos. Se você aprecia um bom risoto à milanesa, aquele preparado com açafrão e vinho branco seco, saiba que ele é um ótimo exemplo de obra do acaso. Em 1754, durante os preparativos para a festa de casamento de um artesão da região da Lombardia, na Itália, um auxiliar bem trapalhão do cozinheiro principal deixou cair um pacotinho de açafrão na panela de arroz. O resultado foi um encanto geral pela cor dourada e pelo sabor irresistível do prato.

Ver para aprender
Pois bem. Mas para quem nunca viu uma colher de pau na vida, é realmente complicado preparar nem que seja uma mísera gelatina de framboesa sem dar uma olhadela na receita impressa na caixinha colorida. Se esse é seu caso, não se acanhe em seguir à risca o que diz o manual de primeiros socorros (ou melhor, o livro de receitas). Ele pode ser uma ótima porta de entrada para o maravilhoso mundo alquímico da cozinha." Na verdade, melhor é aprender olhando alguém. Sabe aqueles papos de beira de fogão? Enquanto um pica o tempero, o outro mexe o molho, beberica aqui, dá uma bicadinha acolá. Essas são as melhores escolas", lembra a escritora e quituteira Nina Horta, autora do livro Não É Sopa, uma compilação de saborosas crônicas da cozinha nossa de cada dia.Vale um fim de semana com a mãe, um almoço na casa daquele amigo hábil com os temperos ou um bate-papo com a cozinheira da família em ação ­afinal, na cozinha, tudo vira assunto digno de ir para a panela.

Bê-á-bá da cozinha
Apurar (dar o ponto): Cozer ou assar alguma coisa até que fique com a consistência e a cor esperadas. No caso das carnes, o "ponto" é dado pela maciez. No caso de doces em pasta, o ponto aparece quando você mexe a mistura e vê o fundo da panela.
Pitada: Pegue um pouquinho do ingrediente em questão com a ponta dos dedos, juntando o polegar e o indicador. O que ficar entre os dois dedos é a pitada.
Punhado: Quer dizer encher a mão com determinado ingrediente e fechá-la. O que ficar na sua mão é o dito punhado.
Polvilhar: Espalhar levemente com a ponta dos dedos açúcar, farinha, canela, erva-doce ou o que quiser, sobre o alimento ou sobre o lugar onde você o colocará (fôrmas ou assadeiras).
Esfarinhar: Transformar em pó ou migalhas muito pequenas um alimento sólido, esmigalhando-o com as mãos ou com o liquidificador.
Engrossar: Deixar caldos, cremes, molhos ou sopas mais grossos usando farinha ou maisena. Não esqueça de diluir a farinha ou a maisena em água ou leite frio antes.
Fonte: Professoras na Cozinha, Laura de Souza Chauí e Marilena de Souza Chauí, Editora Senac

Para saber mais
• Professoras na Cozinha, Laura de Souza Chauí e Marilena de Souza Chauí, Senac
• Não É Sopa, Nina Horta, Companhia das Letras

tbculinaria    21:37 — Arquivado em: Reportagens


Evitar o Desperdício continuação

Por Ilana

Talos e cascas
Estamos acostumados a comer o talo de alguns ingredientes, como brócolis ou alface. Então por que desprezar os talos de agrião, espinafre e acelga, que podem virar receitas surpreendentes? Eu mesma provei um pastelzinho assado com talos de salsinha e salsão, é uma delícia! Com as frutas a história é parecida. É comum comer maçã com casca, mas jogar a casca da melancia no lixo, que bem poderia virar um belo suco. Com cascas de goiaba, abacaxi, laranja e tangerina se fazem doces, geléias, chás, bolos e por aí vai. Dizem que o bolo de casca de banana é imperdível. E semente de abóbora torrada tal qual amendoim é um tira-gosto daqueles.

Congelamento
Retire o alimento da embalagem, higienize e divida em porções que sejam utilizadas de uma só vez. Coloque o ingrediente em potes plásticos tampados ou sacos vedados à entrada de ar e leve ao freezer. Não caia no erro clássico de lavar a carne, pois a água também leva embora nutrientes. Os vegetais ficam mais bem conservados se passarem pelo processo de branqueamento: mergulhe-os em água fervente, espere que a água volte a ferver, retire-os e mergulhe imediatamente em uma vasilha com água gelada (o mesmo vale na hora de congelar talos de hortaliças). Olho vivo: o vegetal não está pronto para o consumo, apenas preparado para uma estocagem, em média, de três meses.

Descongelamento
Quanto mais devagar o alimento for descongelado, maior o ganho. O ideal é retirá-lo do freezer 24 horas antes do preparo e deixá-lo na geladeira. Se não for possível, coloque o ingrediente direto na panela. “Não se descongela alimento em água parada para não contaminar”, diz a nutricionista Rosineia Bigueti, do Programa Alimente-se Bem do Sesi de São Paulo, sobre o velho mau hábito de deixar o congelado numa bacia cheia d’água. Por serem ricas em água, a maior parte das frutas não fica boa para ser consumida in natura após ser congelada e descongelada. Então, use-as para recheios e caldas, por exemplo.

Reaproveite
Alguém aí pode ter torcido o nariz ao cogitar a idéia de fazer a quantidade exata de comida para não sobrar. Ora, em muitas famílias brasileiras, no almoço de domingo, todo mundo se esbalda e ainda volta para casa com uma merendinha num pote ou travessa. Que venha a fartura. Mas nada de desperdício. Reaproveite. Pratos como rabanada e arroz de forno estão aí para lembrar. Sobrou comida do almoço? Pode virar um mexidão para ninguém botar defeito. Mas consuma em 24 horas ou, se não der, no máximo em dois dias. E nada de guardar alimentos no forno. Coloque num pote e ponha na geladeira para não perder.

Receitinha
Aposte no arroz-doce, no bolinho de feijão, no picadinho de carne ou em qualquer receita que desde mil novecentos e bolinha não deixa nenhum ingrediente ir para o lixo. Para você ver que aproveitar tudinho de um alimento não é coisa de agora. E aprenda mais e mais pratos que evitam o desperdício e ainda podem, daqui a tempos, virar história no seu clã. (Vai dizer que você não se lembrou de nenhuma comidinha da vovó ao ler este texto?) Conversa vai, conversa vem,e mais uma vez tudo termina em pizza – ou em arroz de forno, torta de morango e por aí vai. E pensar que tudo começou com a organização da cozinha…

tbculinaria    21:31 — Arquivado em: Reportagens


Evitar o Desperdício

Por Ilana

Modo de Usar
Evitar o desperdício de alimentos é uma das melhores formas de organizar a cozinha e ainda manter uma alimentação equilibrada. Aprenda a comprar, armazenar e aproveitar o que de melhor cada ingrediente tem a oferecer.
por Priscilla Santos, Revista Vida Simples

Sabe aquela velha história de que é melhor prevenir que remediar? Quem diria, vale também para a cozinha. Para encurtar a história: planejar as compras é o melhor antídoto contra o desperdício. E ainda por cima é uma mão na roda para a organização da cozinha e dos gastos em alimentação. Tome sua dose de programação acompanhada de uma pitada de cuidados básicos com o armazenamento dos ingredientes e veja que beleza é o efeito. Melhor que isso, só as receitas saudáveis e saborosas que você pode fazer com partes que antes nem aproveitava dos alimentos. É tiro e queda para quem quer esbanjar saúde. Ficou difícil de entender? Espere aí que vamos explicar tintim por tintim.

Planeje as compras
É como aquele segredinho que toda cozinheira de mão cheia guarda a sete chaves, sabe? Mas, para nossa sorte, este é publicável. Então vamos lá. Primeiro, faça um levantamento do consumo de alimentos e dos gastos semanais e mensais. Pense: quantas pessoas há na casa? De quantas refeições cada uma participa? Então crie o hábito de montar cardápios diários. Divida uma folha de papel pelos dias da semana e preencha cada um com os cardápios de todas as refeições. No verso, faça a lista dos ingredientes de que precisa – assim, quando for ao supermercado saberá exatamente o que e quanto comprar.

Alimentos de época
Para elaborar os cardápios, leve em consideração que grande parte dos alimentos (principalmente aqueles vindos da terra) tem sua época mais favorável: a safra. É só lembrar de nossos antepassados. Como é que eles decidiam o menu do dia? Iam até a horta no quintal e viam quais ingredientes estavam no ponto de ir para a panela, certo? Pois então faça o mesmo. Claro, de acordo com sua realidade. Provavelmente, sua horta é o sacolão, a feira livre ou o supermercado mais próximo. Não importa, a lógica segue intacta: escolha os alimentos da época, que tendem a ser mais fresquinhos e vistosos.

Não ao desperdício
“Pense na preferência dos integrantes da família”, diz Solange Medeiros, do Movimento das Donas-de-casa de Minas Gerais. Isso vai ajudá-lo a resistir àquela banana-prata seduzindo você no supermercado. Se você nem gosta de banana-prata, para que levar? Só porque ela estava linda? Melhor dizer não àquela belezura na hora para não virar lixo depois. E aqueles morangos na oferta, então? Ai, ai, ai, dá para levar 1 quilo pelo valor de meio. E fazer o que com isso tudo se é só uma pessoa que come morango em casa? A não ser que você congele ou faça conservas, tal qual os pequenos produtores que só comem o que plantam e têm que se virar, já que nem tudo dá o ano inteiro.

Estocar para quê?
Quanto à freqüência, se você puder comprar alimentos não-perecíveis (cereais, enlatados) a cada quinzena ou mês e ir passando na vendinha da esquina quase diariamente para pegar as frutas, verduras e carnes frescas – isso é o mundo dos sonhos. Mas, como nem sempre a realidade corresponde a essa aspiração, tente comprar frutas, legumes e verduras pelo menos uma vez por semana, assim como queijos e laticínios. Uma boa dica da nutricionista Simone Valvassori, da Associação Paulista de Nutrição (Apan), é comprar frutas maduras para consumo imediato e ainda não maduras para comer dentro de alguns dias.

Cuidados fundamentais
Para evitar o desperdício, mais duas pitadas de sabedoria do lar: antes de fazer compras, anote não só os produtos que estão faltando, mas também o que há na despensa, para você não correr o risco de ficar na dúvida e levar algo só por garantia. Não se esqueça de checar a data de validade dos produtos nas gôndolas do supermercado, em especial se for oferta, pois periga estar prestes a vencer. Por fim, antes de sair de casa, verifique a quantas anda seu estômago. Sim, isso mesmo. Ir às compras com fome é uma cilada, pois a chance de você levar alimentos desnecessários é enorme. Já ouviu falar em olho maior que a barriga?

Como limpar vegetais
As frutas, verduras e legumes devem ser limpos antes de serem guardados. Ou seja, logo que você chegar das compras. Lave-os em água corrente um a um, folha por folha, para tirar a sujeira, restos de terra ou bichinhos que, se não forem eliminados, podem acabar contaminando os alimentos ao redor. (Imagina só aquele monte de micróbio nadando de braçada na calda do pudim de leite, que lástima.) O que for consumido cru deve ser desinfetado numa solução de uma colher de sopa de hipoclorito de sódio (água sanitária) para cada litro de água. Deixe por 15 minutos e depois enxágüe em água corrente.

Como armazená-los
As hortaliças precisam ser secas antes de guardadas para que durem mais tempo. Para isso há o velho método de chacoalhar e deixar tomando um ar numa superfície limpa. Mas você pode usar um secador de verduras, uma centrífuga encontrada em lojas de utensílios para cozinha. Depois, coloque as hortaliças numa vasilha tampada ou retorne-a ao saquinho do supermercado, desde que esteja seco, e ponha na geladeira.Nas feiras livres, os alimentos costumam ser embalados num saco plástico colorido, que não é adequado para guardar o ingrediente na geladeira. “Devido à umidade, a tinta pode soltar e ir para os alimentos”, afirma Simone Valvassori.

Como guardar os secos
Os ingredientes secos, como cereais, açúcar, sal e café, devem ficar em recipientes fechados, em locais limpos, arejados, longe dos produtos de limpeza e da umidade. Você pode dividir o armário assim: biscoitos, chocolates e guloseimas na prateleira de cima,em especial se houver criança em casa, para controlar um pouco o consumo. No meio, grãos como arroz e feijão. Na parte de baixo, os enlatados.Bote os produtos que vencem antes na frente, para consumi-los primeiro. Para biscoitos e pães abertos, use um pote com tampa ou um pregador para vedar a embalagem. Mas não aquele que está segurando o cuecão no varal. No mercado, existem pregadores específicos para alimentos.

Aproveite (quase) tudo
Folhas, talos e cascas são ricos em vitaminas, ferro, potássio e outros nutrientes – muitas vezes em quantidades bem maiores que na própria polpa ou folha. Então aproveite também essas partes dos alimentos. Para começar, dê um pulinho no sacolão ou na feira livre, pois será mais fácil encontrar hortaliças, legumes e frutas com talos e folhas, se comparado ao supermercado. Na hora do uso, siga a lógica do mais ao menos perecível. Consuma primeiro a folha, depois a polpa e então o talo, no caso dos vegetais. Se você puder aproveitar as cascas e talos imediatamente, ótimo. Senão, guarde-os na geladeira ou congele até que junte uma quantidade suficiente para uma receita completa.

Folhas
Às vezes, estamos tão condicionados a usar certas partes dos alimentos que nem percebemos coisas óbvias. Por exemplo: você já havia se dado conta de que a couve- flor é um tipo de couve? Pois é. Couve é o nome vulgar da espécie Brassica oleracea, a que pertencem couve-flor, brócolis, repolho, nabo e couve-manteiga (a nossa velha conhecida), entre outras. Pois então, que tal comprar a couve-flor ainda com a folha e usá-la para a salada? Quem sabe assim você até dispensa a couve- manteiga naquele dia? O mesmo vale para diversos legumes, como a cenoura, a beterraba e o rabanete. Avise ao feirante para não tirar a rama e encha o prato.

tbculinaria    21:30 — Arquivado em: Reportagens


21.9.07

Alho e Azeite ajudando no seu Metabolismo

Pode-se usar 3 dentes pequenos ou 2 se forem dos maiores - bem picadinhos direto no prato. Serve-se a comida normalmente no prato e depois coloca-se 01 colher de sopa de azeite de oliva por cima de tudo e come-se com muito apetite!

Resultado da amiga que enviou a mensagem:

Iniciei o tratamento em 14/07/06, em 02 meses eu emagreci 6.800 kg e no dia 23/10/06 voltei na minha endocrinologista e ela boquiaberta me informou que teria que alterar a dosagem do meu remédio para o Hipotireoidismo, pois a coisa reverteu. Meu TSH que era 9,20 baixou para 0,09 quando a taxa considerada normal em um organismo que a tireóide funciona normalmente vai de 0,27 a 0,20 m. Não utilizo mais os remédios de hipertensão… Porque já não são mais necessários.

A Rosimar é nutricionista e disse-me que vai incluir essa receita junto com as dietas dos pacientes dela.

Repasso mais uma dica para pessoas que tem problemas com colesterol e pressão alta. Essa informação é do Professor Dias , membro do nosso grupo, mas um pouco "tímido" nas mensagens para a lista.

Segue abaixo:

Há dez meses atrás meu coração estava cansado segundo o Cardiologista. Fiz eletro, chapa de tórax, exame de sangue. Nessa época estava com derrame de sangue na vista e cego do olho esquerdo. Li na Internet as propriedades do azeite Virgem e do alho. Comi alho e azeite de oliva por dez meses, todas as noites, base de 1 dente /20 quilos de peso. Há 15 dias fui de novo ao cardiologista. Coração forte fiz novamente eletro, chapa de tórax e exame de sangue. Vindos os resultados o médico do seguro de saúde me segurou mais do que 30 minutos para explicar o que foi que fiz. Vista perfeita, coração forte, artéria aorta retificada (estava sinuosa), áreas cardíacas, pulmonares e vias respiratórias normais, ácido úrico baixo, glicemia baixa, triglicérides baixo, colesterol baixo, THC da tireóide baixo.

Receita do dia:

Azeite Virgem de oliveira, primeira espremedura a frio. Antiinflamatório e cicatrizante

- Baixa o colesterol e as triglicérides quando se evita outras gorduras e o açúcar refinado.

Uso no mínimo durante 90 dias para que se sinta o ótimo resultado.

Dosagem: 1 a 2 colheres de sopa ao dia.

Alho (dosagem): 1 dente de alho roxo a cada 20 quilos de peso ao dia. Pode ser tomado engolindo-se inteiro, cru, como pílula. Ex: pessoas com oitenta quilos, 4 dentes de alho ao dia, espaçando-se um a cada refeição.

- Impede trombose. Facilita a circulação em artérias e arteríola, melhorando o funcionamento de todos os órgãos. É antibiótico contra vírus e bactérias.

- Limpa as vias respiratórias.

- Em três meses caem todas as verrugas.

- Desaparecem as gripes e os resfriados.

A associação de alho CRO esmagado com azeite, curando-se o macerado por pelo menos 2 horas antes de usar, pode ser tomado vertendo-se um caldo (carne, ou, galinha, ou, legumes) bem quente sobre a mistura e picando-se pão, novo ou velho de preferência o integral. Deixa-se esfriar a sopa de pão e deve-se tomar morna. É um alimento energético a ser tomado à noite por ser calmante, proporciona um sono profundo e reparador , afora todas as propriedades citadas anteriormente. Indicado principalmente para crianças e idosos. O azeite atenua o cheiro e o gosto do alho e não deixa bafo halitose no dia seguinte. Neste caso pode-se esmagar o alho como dose única, um dente de alho para 20 quilos de peso, misturados ao azeite. Normaliza a pressão em menos do que 30 dias. Como melhora a circulação em geral, melhora todos os órgãos internos, o que é evidente em diabéticos, pois estabiliza em 30 dias os casos menos graves.

500 ml de azeite La Espanhola custa 12,00 reais.

500 grs de alho pode custar 5,00 reais.

Essa quantidade dá para 15 dias ou mais.

Economiza-se na farmácia, além de servir como alimento e dá oportunidade de aproveitar o pão velho. Damos preferência ao pão integral. Previna-se contra qualquer tipo de gripe ou infecção tipo virótico.

tbculinaria    21:43 — Arquivado em: Reportagens


19.9.07

Brócolis Por Massimo

Curiosidade

O BRÓCOLIS

Apesar de ser motivo de cara feia para muita gente, o brócolis só oferece vantagens para quem o consome. Assim como outras verduras, ele proporciona uma alimentação saudável e ajuda a evitar determinadas doenças degenerativas. Poucas pessoas sabem, mas esse vegetal, além de nutritivo, protege também contra alguns tipos de câncer. Ao longo dos últimos 20 anos, diversos estudos revelaram que o índice de incidência de câncer do cólon, das mamas, do colo do útero, dos pulmões, da próstata, do esôfago, da laringe e da bexiga é significativamente reduzido entre as pessoas que comem grandes quantidades dessa verdura.

Afinal, o que ela tem de tão importante? De acordo com especialistas, é uma excelente fonte de vitaminas C, A e de folato, possui quantidades significativas de proteínas, cálcio, ferro e outros minerais e é rico em bioflavonóides e antioxidantes. Pouco calórico e com alto teor de fibras, é um laxativo natural e contém substâncias essenciais ao organismo, as quais protegem as células contra as mutações e os danos provocados por moléculas instáveis. Esta hortaliça é também recomendada para prevenir prisão de ventre.

Ao contrário de outros alimentos que perdem seu valor nutritivo, o brócolis congelado mantém os mesmos nutrientes do fresco, perdendo um pouco do seu valor apenas quando suas flores começam a ficar amareladas, pois isso quer dizer que a verdura já passou do ponto. Pode ser consumido em sopa, saladas, em forma de suco ou creme.

Creme de Brócolis
Cozinhe o brócolis em uma panela com água quente até ficar macio (cerca de sete minutos). Retire-o do fogo, escorra a água e pique a verdura. Transfira-a para o liqüidificador, junte o leite, o creme de leite, a farinha de trigo e o sal. Bata por dois minutos e reserve a mistura. Leve ao fogo uma panela com o azeite de oliva, a cebola e uma colher (sopa) de água. Refogue até a cebola ficar macia, adicione o brócolis batido e o sal. Deixe cozinhar, sem parar de mexer, por cinco minutos, ou até obter um creme.

Sirva quente ou frio.

tbculinaria    17:25 — Arquivado em: Reportagens


A Mesa Brasileira Por Massimo Toscano

Riqueza e variedade! A mesa brasileira tem mesmo o tamanho de um continente. E é hora de olhar para outros alimentos, muitos bem típicos de algumas regiões: a uva do Sul, o coco do Nordeste, o açaí do Norte. Sabores de um Brasil colorido, tropical. Eles também foram citados pelos cientistas ouvidos pelo Globo Repórter.

A nutricionista Glaucia Pastore, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), não optou pelos alimentos mais comuns. Foi quem fez a lista mais original. Ela escolheu alimentos que ajudam na prevenção de doenças, conhecidos como alimentos funcionais.

"Nossa preocupação foi conciliar os últimos conhecimentos científicos com a variedade de alimentos que o Brasil apresenta", diz a nutricionista, que elegeu, entre outros alimentos, dois que por apenas um voto não entraram para a lista principal do Globo Repórter: a aveia – que protege o organismo, baixa o colesterol e regula a absorção do açúcar – e a abóbora – grande aliada de quem tem problemas intestinais.

"Torna o trânsito intestinal muito bom. Na verdade, o andamento desse trânsito chega à beira da perfeição por causa do tipo de fibra", diz Glaucia.

Mas ela faz questão de chamar a atenção para uma fruta do Norte do país: o rico açaí. "O açaí é hoje conhecido no mundo como a fruta de maior potencial antioxidante de que se tem notícia. Faz bem para a manutenção da saúde em geral. É como se você ficasse mais resistente às infecções, mais resistente aos ataques de células cancerosas. Então, é um aumento da melhoria da saúde como um todo".

tbculinaria    16:08 — Arquivado em: Reportagens


18.9.07

Doze ervas que promovem bons fluidos para sua casa

Por Massimo Toscano

Não é preciso morar no campo para aproveitar as propriedades provenientes das ervas. Ótimas purificadoras de ambientes, elas funcionam como protetoras da casa, quando plantadas em floreiras ou compondo arranjos. Muitas delas são associadas a símbolos de riqueza, prosperidade, amor. Os diferentes aromas e formas estimulam sensação de bem-estar e, segundo a herborista Maly Caran, ajudam a atrair coisas boas para o dia-a-dia.

Alho - tradicional amuleto de proteção e boa sorte. Na Roma Antiga, era mastigado cru antes de os soldados irem para as batalhas, pois dava resistência e força para enfrentar o inimigo. É fácil cultivá-lo em casa, basta enterrar um dentinho num vaso: "O melhor é plantar na cozinha ou manter sempre uma réstia de alho pendurada perto do fogão. Isso mantém a família unida e protegida das más influências", conta Maly.

Artemísia - erva da vitalidade e do entusiasmo. Ajuda a superar períodos de cansaço ou baixa de energia. O nome vem do grego Artemis, evocando a deusa da fertilidade e da feminilidade: "Quando tive meu terceiro filho, enfeitei a casa toda com essa erva, que protege o momento do parto e das colheitas. É ótima para espantar os maus fluidos, e um galhinho colocado no sapato guarda as pessoas durante longas viagens", diz Maly.

Arruda - utilizada pelas benzedeiras para espantar o mau-olhado, essa erva de cheiro forte tem efeito protetor, simbolizando o arrependimento. É ótimo tê-la por perto: "Estimula a consciência dos próprios erros e ilumina as decisões mais acertadas", conclui a herborista.

Malva - planta dos prazeres e da beleza. Suaviza os ânimos, ressalta as características femininas na mulher e desperta a sensibilidade nos homens. Facilmente cultivada em vasos, embeleza a casa e estimula a paixão: "Quando quiser conquistar alguém, coloque folhas de malva debaixo do lençol. No mínimo, o perfume será muito agradável", sugere Caran.

Manjericão - erva associada à riqueza, à abundância e à boa sorte. Diz a lenda que ter em casa os sete tipos diferentes de manjericão traz dinheiro e prosperidade. "Plante as mudas ou sementes em lugar ensolarado e, quando começarem a crescer, o dinheiro estará chegando", acredita Maly Caran. Os ramos também podem ser usados em arranjos e duram cerca de uma semana na água. Essa erva perfuma e embeleza os ambientes, com efeito estimulante e revitalizador.

Tomilho - uma plantinha cheirosa e de fácil cultivo. Fica bonita em vasos, mas as pequenas folhas secas também aromatizam os ambientes. O nome vem da palavra grega thymia, que significa perfume. Ótima para afugentar melancolia e estimular vigor e lucidez na hora de tomar decisões importantes.

Sálvia - o nome vem do latim, salvare, que evoca a cura. Era com a queima da sálvia que os curandeiros combatiam a peste e purificavam o ar dos ambientes infectados. "Em casa, um vaso de sálvia protege os moradores contra acidentes e doenças graves. A erva seca é usada na defumação. Nas duas formas promove a sensação imediata de força e bem-estar", explica a herborista.

Hortelã - importante ter essa erva por perto quando a casa está em guerra, em tempos de turbulência e conflitos. Ajuda a dissolver a raiva e controla as atitudes precipitadas. "Essa planta tem efeito calmante e harmonizador. Tê-la em vasos ou arranjos, tomar chá ou banho com ela apazigua os ânimos", acredita Caran.

Salsinha - famoso tempero, também é conhecido como a erva da juventude. Cultivar um vaso ou canteiro de salsinha traz entusiasmo, restaura a força e a saúde dos moradores. "Além de ser um anticanceroso intenso e de regular o ciclo menstrual, a erva, usada no banho de infusão, elimina as energias negativas do corpo e dá ânimo", ensina Maly.

Louro - erva da fama e da glória. Na tradição greco-romana, imperadores, heróis e poetas usavam coroas de louro como sinal de que eram pessoas muito importantes. Ela tem propriedades purificadoras e relaxantes. "As folhas frescas ou secas mantêm-se sempre verdes. Colocadas no quarto, sobre a mesa ou no armário de roupas exalam perfume suave e atraem êxito", garante a herborista.

Mirra - essa preciosa erva de origem oriental foi oferecida pelos Reis Magos ao menino Jesus recém-nascido. É uma planta de proteção e cultivá-la num vaso na entrada da casa traz bons fluidos a quem chega, protegendo os ambientes de qualquer negatividade. "Coloque as folhas em peneiras e, depois de secas, queime- as. É um incenso natural muito agradável", ensina Maly.

Alecrim - erva da felicidade e do amor: "Quem está procurando um namorado deve guardar sempre um galhinho junto ao corpo", aconselha Maly. O nome científico é  Rosmarinus officinalis, que quer dizer orvalho do mar, simbolizando a inocência. Essa planta é forte e ao mesmo tempo delicada, gosta de sol e de vasos grandes. Em arranjos, os galhos combinados com rosas são a própria expressão do romantismo. As bruxas da Idade Média costumavam queimar alecrim para espantar maus espíritos, purificar a energia de pessoas e lugares. "Isso vale até  hoje. É uma planta espiritual, evoca fidelidade e recordações felizes", diz a herborista

tbculinaria    15:17 — Arquivado em: Reportagens


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